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November 20th, 2006
14-bis de Santos-Dumont
[Lançado inicialmente em 15/Jun/2001 - Versão atual 8.50.00 em 16/Nov/2006]




"O Homem pode voar".
Santos-Dumont costumava falar essa frase quando brincava com os amigos em sua infância.

Seu caso com a aviação teve início com a construção e vôo de veículos mais-leves-que-o-ar, até que o
inventor brasileiro, conseguiu dar-lhes dirigibilidade, e voar em torno da Torre Eiffel, na memorável tarde de 19 de outubro de 1901, conquistando o prêmio "Deutsche de la Meurth".


Uma vez que ele resolveu o problema de direção dos mais-leves-que-o-ar, Santos-Dumont dedicou-se ao problema dos mais-pesados-que-o-ar.

A princípio, para bem testar as perfeitas condições de sustentação e equilíbrio, Santos-Dumont acoplou o seu avião ao dirigível "Nº 14" - daí a razão de o avião ter sido batizado como "14-bis".



Os lemes de direção e profundidade foram colocados à frente da aeronave, numa concepção contrária a de hoje, isto é, as asas do "14-bis" ficam atrás mais o motor, enquanto a "cauda" situava-se à frente. Todo o conjunto pesava, com o aviador, cerca de 210 Kg. As superfícies eram de seda japonesa, com armações de bambu e junturas de alumínio. Os cabos dos comandos dos lemes eram de aço de primeira qualidade, do tipo usado por relojoeiros nos grandes relógios das igrejas. Os franceses apelidaram aquele estranho aparelho de "oiseau de proie" (ave de rapina), ou "canard", devido a semelhança com um pato. Os ingleses denominavam-no como "bird of prey".

Com esse avião, Santos-Dumont conseguiu realizar, em 23 de Outubro de 1906, o primeiro "vôo mecânico" do mundo, devidamente homologado, alcançando a distância de 60 m, a uma altura que variava entre 2 m e 3 m. Portanto, Santos-Dumont havia resolvido o problema do vôo num aparelho mais pesado que o ar: o "14-bis" realizou uma corrida sobre o Campo de Bagatelle, desprendendo-se do solo, voando em linha reta e pousando em seguida, sem qualquer avaria.

A característica aerodinâmica mais significativa do "14-bis" era ele ter ailerons montados entre as asas, sendo esta a sua primeira utilização em aeronaves motorizadas.

A outra característica original do "14-bis" é que ele foi o primeiro, e provavelmente o único, avião na história em que o piloto controlava-o de uma posição em pé. Santos-Dumont sempre se postou dessa forma em seus balões propulsados, e parece que ele se honrava em voar numa postura de cavaleiro talvez porque achasse que ao sentar seria de alguma forma menos cavalheiro. Seja qual for a razão uma vez que os ailerons foram adicionados, Santos-Dumont fez uso de sua postura em pé para controlá-los através de cabos conectados a sua jaqueta. Inclinando-se para a direita e esquerda desta forma, ele foi descrito como usando de movimentos "tipo-samba" para manter o controle da aeronave durante o vôo de 1906!

 
Especificações (da história):

Propulsor: 1 motor a combustão (gas.) "Antoinette" V8 (24 Hp e 1000 RPM que foi atualizado para 50 Hp 1500 RPM após a primeira tentativa de vôo fracassada)

Capacidade combustível: 5 US gal
Peso vazio: 320 lb
Peso máximo: 463 lb
Envergadura: 12 m
Comprimento: 10 m
Teto máximo: desconhecido
Velocidade máxima: 65 Km/h


Esta é uma vista a partir do cockpit (cesta) do modelo deste avião.



A casa de veraneio de Santos-Dumont foi por ele projetada em 1918, mas sua planta foi assinada por Eduardo Pederneiras, já que Santos-Dumont não era arquiteto. A casa é um chalé no estilo dos Alpes franceses e com um teto em finas chapas; ele a chamava de "a Encantada". Esta curiosa casa demonstra exatamente a genialidade de seu proprietário. No primeiro andar fica a oficina do inventor; no segundo andar uma sala de estar e um banheiro. No topo da casa há um passadiço que era usado como observatório astronômico. As atrações mais interessantes da casa são os pequenos detalhes, que demonstram toda a criatividade do "Pai da Aviação". Assim que entra na casa, o visitante é levado a subir as escadas de um jeito em que a pessoa só o consegue fazer caso comece sempre dando o primeiro passo com o pé direiro. Dentro da casa cada lugar é explorado de um jeito inteligente. Entre outras coisas, há um chuveiro aquecido a álcool, onde a temperatura da água é controlada por dois cordames, que regulam a mistura da água quente com a água fria.



O Primeiro vôo dos irmãos Wilbur e Orville Wright ocorreu no dia 17 de Dezembro de 1903, em Kitty Hawk, Estados Unidos. Mas diferentemente de Santos-Dumont, os Wright não realizaram o que se chama de vôo autônomo: ou seja, ascensão da aeronave por meios próprios. O aparelho dos americanos era catapultado contra o vento e somente depois conseguia se sustentar no ar.

Os Wright não foram a Paris, prefiriram esconder seu feito, aparentemente para não perder a patente. Só apareceram em 1908, com uma aeronave mais avançada que qualquer outra existente, reivindicando o título de pioneiros da aviação mundial. Mas até 1910, todos os aparelhos dos Wright necessitavam de uma catapulta ou vento intenso em uma pista em declive, enquanto o "14-bis", autopropelido, voou em 1906.


Planta do 14-bis





Modelando para o X-Plane

Atribuí quatro limões na nota dada a modelagem deste avião porque pela primeira vez tive de abandonar o uso do Plane-Maker e fazer parte da modelagem através da digitação das coordenadas dos nós de várias peças, em um arquivo formato texto, ao contrário do modo visual. Esta foi a única maneira para conseguir aquelas várias superfícies verticais que existem entre as asas, e foi um sofrimento.

Você pode ver a seguir, na vista explodida do modelo, destacadas por diferentes cores, as várias partes que modelei em formatos bem complexos, apenas para realizar este intento.

Mais uma vez adicionei a figura do piloto sendo que desta vez isto foi uma real necessidade já que o avião não tem cabine fechada... na verdade, nem tem cabine alguma.


 

Duas características tiveram de ser implementadas de forma diferente porque o X-Plane não tinha os recursos necessários: o quadrante frontal de controle no avião real é uma peça inteiriça que move-se em ambos os eixos simultaneamente, mas tive de usar no modelo superfícies horizontais e verticais independentes; segundo, os ailerons entre as asas não puderam ser modelados tanto porque deveriam ser superfícies totalmente móveis, como porque não sobrara asa para ser usada, então os fiz integrados a asa superior.

Embora existam estas diferenças o comportamento do avião manteve-se semelhante ao que "deve ter sido" no avião original, e sim, este é um avião muito difícil de controlar. Que seja abençoado quem teve a idéia de virar os aviões na outra direção, voando com a cauda para trás :)

 


 
Campo de Bagatelle, terça-feira, 23 de Outubro de 1906, Às 16h45min, após percorrer cerca de 200 m, o "14-bis" conseguiu deslocar-se em pleno espaço a uma altura de 2 a 3 metros, e voar 61 m metros de distância pelos seus próprios meios.



Em meio a multidão extasiada, Santos-Dumont é carregado em triunfo, logo após o pouso.

Em 12 de Novembro, do mesmo ano, o inventor surgiu com uma inovação no seu "14-bis": o emprego dos "ailerons", e voltou a surpreender o mundo, voando 220 metros a uma altura de 6 metros. Batendo o seu próprio recorde, conseguiu atingir, em 21,5 segundos a velocidade de 41,3 Km/h.
  Um ano depois, criou o "Demoiselle", um monoplano que pesava apenas 100 Kg e perfazia 90 Km/h, considerado o modelo padrão para quase todos os aviões construídos depois.

O relógio de pulso, o hangar e a porta de correr sobre rodas também são inventos seus, por ele jamais patenteados. Uma depressão, gerada principalmente por ver o avião usado como arma de guerra, acabou levando-o ao suicídio, em 1932.


Histórico de Versões

VERSÃO 8.50.00 (16/Nov/2006) - Graças a ajuda do Sr. Mark Fisher
(+) Aprimorado para poder funcionar com a nova versão do X-Plane;
(+) Nova figura para o piloto e detalhes acrescidos com uso de objetos;
(*) O leme atua de forma correta agora;

VERSÃO 5.41.01 (20/Ago/2001)
- Graças a ajuda do Sr. Mark Fisher
(=) Controle direcional aprimorado devido a idéia genial do Mark em como duplicar o profundor;

(*) Repare que o leme atua de forma invertida devido estar no nariz da aeronave;


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[versão 5.41.01 = 70 Kb]

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[version 8.50.00 = 712 Kb]



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